1 – Fazer o diagnóstico de mal-estar grave

Antes de começarmos…
Mal-estar informativo é um motivo frequente de consulta na sala de urgência pediátrica. Os bebés de idade < 6 meses são os mais afectados, com uma predominância masculina.
Severe o mal-estar infantil é um acidente inesperado e súbito, resultando em alterações de tom e/ou coloração dos integumentos e/ou frequência respiratória, com ou sem perda de consciência.
A análise anamnéstica do mal-estar deve ser rigorosa e cronológica:
– antes: circunstâncias que precederam o episódio;
– durante: descrição dos sinais observados durante o mal-estar;
– depois: velocidade e qualidade do regresso da criança ao seu estado anterior.
O mal-estar é frequentemente benigno, mas uma fonte de ansiedade parental significativa.
O bebé é geralmente hospitalizado durante pelo menos 24-48 horas após um mal-estar grave autenticado e recente.
Permite prescrever exames complementares numa base sistemática ou mesmo outros dirigidos pelos dados clínicos, para monitorizar a evolução a curto prazo, e tranquilizar os pais.

1.1 – Identificar mal-estar

Malaise é definido como um acidente inesperado e repentino associando em graus variáveis:

  • Tonus muda: hipotonia, hipertonia;
  • alterações na coloração do tegumento: palidez, cianose;
  • com ou sem alterações na frequência respiratória: bradipneias, taquipneias, apneias;
  • com ou sem perda de consciência.

A descrição do mal-estar é frequentemente relatada pelos pais, as únicas testemunhas do episódio. É importante que o médico traduza a sua semiologia verbal (“ele ficou todo azul… manco…”), e identifique como tal a ocorrência de um autêntico mal-estar do bebé.
Os sinais funcionais relatados são transitórios, e o primeiro exame clínico é mais frequentemente normal. A história é essencial, tanto para avaliar a gravidade do mal-estar como a sua causa.

O mal-estar é um sintoma por vezes grave cuja causa é importante especificar.

1.2 – Identificar emergências

1.2.1 – Geral

A doença é frequentemente suave, mas muitas vezes considerada grave pelos pais. A impressão de morte iminente leva os pais a por vezes praticar manobras de reanimação no seu filho (boca a boca, tremores…).
É por isso importante distinguir a experiência dramática do episódio pela comitiva, do grau real de seriedade em critérios clínicos e paraclínicos objectivos. item ECN associa o tema de doença grave ao de morte infantil inesperada (IID), tratado no capítulo 9.
Os pais também fazem esta amálgama; o que justifica, em caso de doença grave ou entendida como tal, a hospitalização para um acompanhamento próximo e a tranquilização dos pais.
Desde que foram identificadas as condições de sono em risco de MIN, não houve provas de aumento do risco de MIN afastado do desconforto, uma vez que um trabalho etiológico completo identificou a causa do desconforto e o tratamento adequado foi implementado.

Seja sistemático na sua abordagem de diagnóstico, para tranquilizar os pais… e a si próprio!”

1.2.2 – Critérios clínicos de severidade (Tabela 8.1)

O exame clínico da criança deve ser rigoroso e dirigido.

Tabela 8.1 Critérios de severidade para mal-estar infantil

>/tr>

>br>

>- Tez cinzenta

>/td>

>br>

>>- Sinais de insuficiência cardíaca

>> colspan=”2″> Ventilatório

< Neurológico
Hemodinâmica
– Bradicardia ou taquicardia, hipotensão ou hipertensão
– Tempo prolongado de recolocação da pele, choque
>br> – Cianose
>/td>

– Irregularidades persistentes do ritmo respiratório (bradipneias, apneas)
– Sinais de luta respiratória
– sat(O2) < 90% ao ar
– Geignement, fontanela saliente
– Distúrbios de consciência (perda prolongada ou repetida de contacto, sonolência, coma)
– Défice focalizado, hipotonia axial/periférica ou hipertonia
>/td>

– Movimentos anormais (clonagem, mastigação, pedalar)

A gravidade sintomática é avaliada em casa pela família, mas também durante a gestão médica susceptível de implementar medidas de ressuscitação.

“Grave” mal-estar: súbita angústia hemodinâmica, ventilatória, ou neurológica.

1.2.3 – Exames paraclínicos sistemáticos (Tabela 8.2)

Estes exames devem ser prescritos urgentemente a:

  • attest a posteriori à benignidade ou ao contrário da gravidade do mal-estar;
  • li>look for the very rare causes likely to induce immediate treatment.

Faça um teste capilar de glicemia à chegada.

Tabela 8.2 Testes complementares de rotina
>>br>

>- Glicemia capilar e depois venosa

>>br>

>- CBC-plaquetas

>td colspan=”2″> Outros
Hemograma (BS)
– CRP, PCT (se disponível)
– Ionograma sanguíneo (+ creatinina, ureia)
– Calc, transaminases
– ± lactatos (se gravidade clínica)
– ECG com medição de QT corrigida (Fig. 8.1)
– Raio-X do peito (face)
-. BU
Figure 1: Medição de QT corrigido
A QTc > 440 ms deve levantar suspeitas de síndrome de QT longo.

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