A Rainha Isabel faz do Duque de Edimburgo um príncipe do reino

Londres, 23 de Fevereiro. – O Duque de Edimburgo acaba de receber da Rainha o título de Príncipe do Reino. Esta é uma forma de negar vividamente o rumor de uma disputa doméstica no Palácio de Buckingham. Para o marido da Rainha, o título é também o reconhecimento dos serviços que prestou durante a sua viagem pela Commonwealth. De facto, é creditado ao Sr. Macmillan o início de um gesto que se diz ter recebido com a maior satisfação.

Mas a elevação do duque à posição de príncipe é acima de tudo o meio de pôr fim às controvérsias que se arrastavam há nove anos nos círculos da corte. Certamente o título não afectou de forma alguma a sucessão ao trono e não conferiu quaisquer direitos ou vantagens adicionais ao seu destinatário. O mesmo teria sido verdade se a rainha tivesse escolhido emular o exemplo da sua ilustre antepassada Victoria e conceder ao duque o título de príncipe consorte.

A decisão resolveu simplesmente uma contradição que tinha perturbado a mente dos peritos. Desde o seu casamento com a Princesa Isabel, o estado civil do Duque de Edimburgo permaneceu de facto incerto. Nunca ninguém contestou que ele tenha nascido príncipe da Grécia e da Dinamarca. Mas teve de desistir dos seus títulos estrangeiros quando adoptou a nacionalidade britânica. Tornou-se Tenente Mountbatten e foi elevado a um posto mais nobre quando, na véspera do seu casamento, o Rei Jorge VI fez dele um Cavaleiro da Ordem da Jarreteira e conferiu-lhe o título de Alteza Real. Por esta altura, porém, parece ter sido aceite o argumento de que um príncipe não poderia ser criado e que só o nascimento poderia conferir tal título. Ainda assim, a elevação de Philip Mountbatten ao par, foi anunciada de uma forma bastante extraordinária desde que a London Gazette se referiu a “Sua Alteza Real Sir Philip Mountbatten”

Por outro lado, no entanto, é geralmente aceite que a fórmula da Alteza Real é puramente descritiva e que se prende à substância do título principesco. A questão era portanto se o Duque de Edimburgo poderia ser “real” sem ser um príncipe.

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