Cupid'ate!”

br>>>/p>p> Alice agarrou alguns pincéis e muita imaginação. Ela adorava desenhar no parque. Ela viu uma menina a correr ao longo de um caminho. Esta criança materializou-se numa princesa que estava a fugir de um dragão. A sua mãe chamou-a de volta. O rei forçou-a a casar. A menina continuou a correr. A princesa preferiu os dragões e a aventura a um príncipe. Um cão veio ter com a criança. Um pretendente veio ter com a princesa, matou o dragão para a salvar. A princesa uivava para ele, a criatura tinha sido sua amiga durante muito tempo, eles estavam apenas a brincar às etiquetas.

Alice riu para si mesma, de pernas cruzadas no seu banco desbotado. Ela desenhou apaixonadamente, os seus dedos de fada acenando sobre o papel, os seus lápis trazendo consigo cores de fada, fascinantes. Foi criado um arco-íris de poesia entre as páginas.

“E, quer vir tomar um chá (ou outra bebida) a minha casa?

Celestia para o servir. “

Alice sorriu. Ela adorava a sua relação embigmática com a jovem mulher. Foi tão agradável, este amorzinho simples e leve. Ela poderia mostrar-lhe o seu trabalho manual esta noite. Estava orgulhosa de si mesma.

Mas a Celeste tinha outros planos.

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Hadiyya tocou a campainha. A porta abriu-se para ver uma Jules em pleno andamento, brilho no seu rosto, lantejoulas afastadas da sua camisa e listras de cor.

Que diabos estás aqui a fazer?

– Fui à livraria buscar o livro da Alice, vou trazê-lo de volta, diz ela num tom desafiante.

– Precisamos de falar.

– Ela está aqui?” ela ignorou-o enquanto entrava no apartamento.

Jules fechou a porta, informou-a de que Alice estava a trabalhar no sábado de manhã e convidou-a a sentar-se. A mesa estava cheia de restos de tecido de todos os tipos, pedaços de bordados e missangas. Ele estava a fazer um vestido para um desfile de moda fora da sua escola. Ele não queria perder. Ele queria provar que era capaz de dar de si próprio nas suas obras.

Hadiyya deu uma vista de olhos a toda a confusão antes de servir-se de um café.

– Porque estás a agir assim com Al’?

Ela deu-lhe um grande sorriso e pegou-lhe na mão.

– Eu fá-lo-ia contigo, querida, mas reparei que eras gay.

A ela olhou para a sua maquilhagem e para a sua criação por sua vez.

ele estava a alucinar. Tantos clichés. Ele estava habituado a isso. Mas ele não tinha planeado ter de lidar com e, as suas agressões sexuais, e, os seus preconceitos tolos.

– Sou bi.

– O que é isso?

Ah sim, estamos a começar bem, pensou Jules, estupefactos.

– Sabe que tocar em alguém em lugares íntimos é agressão sexual? Será isso punível por lei?

– Sim, eu não sou estúpido, #balancetonporc; #metoo eu sei obrigado.

– Porque o fazes então?

– Eu não o faço, sou heterossexual. Ia ser um longo caminho. Muito longo.

– Com Alphonse. Está a fazê-lo. as ele é um homem! Ele está a gostar! Ele está feliz!

– Então para si as raparigas que usaram #metoo estavam a ter prazer nisso? Mas não, são filhotes. Esta discussão não ia a lado nenhum, ela não compreendia nada. Em suma, o que está a fazer é punível por lei, se continuar, a propósito, apresentarei uma queixa a Alphonse. não compreendo nada, e não arrisco nada. Ele olhou-lhe de relance. Os seus olhos penetrantes procuraram intimidá-la. Ficou furioso com ela e com a sua estupidez.

A campainha da porta tocou. Jules abriu a porta. Ele não fazia ideia de quem poderia ser.

Um homem, nos seus sessenta anos. Rugas escavadas na sua testa, seguindo a curva das suas sobrancelhas que lhe deu uma carranca. Um nariz obeso. Lábios carnudos e secos. Uma calvície que tinha ganho a sua batalha. E um ar. Um olhar como o de Alfonso, apenas menos bonito, mas com os mesmos olhos. Dois berlindes azuis profundos, enfeitiçantes, encantadores, convincentes.

– O Alphonse está lá?

– Não senhor.

Ele reconheceu a voz efeminada do telefone. Foi ele outra vez. A culpa foi dele, claro. O seu cabelo azul assustou-o. Azul como os olhos do seu filho. Ele estava assustado. Jules, ansioso mas pronto a defender-se se necessário, convidou o homem a sentar-se… Antes de recordar que a Hadiyya ainda cá estava.

– Olá, Alice é ela?

– Eles não são, Hadiyya M’sieur.

A violeta também a intimidava. era ele que lhe gritava? Porque ela tinha tocado no filho dele? Sim, ele tinha o mesmo encanto de Alphonse, aquele ursinho de peluche que parece pronto a morder com força.

Ele tagarelou algumas palavras na sua barba rapada, como se houvesse demasiadas pessoas neste apartamento, que é uma confusão e ele já não compreende mais nada.

E então, porque o acaso só interveio quando não era esperado, ele passou a porta da sua casa. Ele estava a sair de uma entrevista de emprego, onde tinha saído muito mais cedo do que o esperado. Um mau sinal. Mais uma vez. Alphonse?

E endurecido. Uma força patriarcal superior, quadrada e patriarcal, de pé, um sapo vicioso numa cadeira minúscula, a sua própria. O seu pai. Essa autoridade que ele exsudou fixou-o no seu lugar. Normalmente, preparava-se com antecedência. Resultou muito. Tentou acalmar-se. Mas agora, vê-lo aqui, foi demais. Ele não estava pronto.

Ele aproximou-se. Ele poderia tê-la abraçado. Mas não, o afecto não era normal, para os homens. Ele deixaria isso para os chouineuses. Você colocou músculo. Tem um aspecto másculo.

Alphonse acenou com a cabeça. O seu pai estava sempre a dizer-lhe. Tem de se ser másculo. É preciso ser forte. Tem de se ser um homem. Um verdadeiro homem. Não como o seu irmão.

Todos se provaram uns aos outros no sofá, demasiado pequenos para quatro pessoas. Hadiyya não fazia ideia do que se estava a passar, Jules temia a mutismo do seu amante, Alphonse não compreendia o que o seu pai estava lá a fazer e o seu pai também não compreendia o que ele estava lá a fazer. uvi dizer que foi ao casamento do seu irmão?

Quem o tinha denunciado? Este foi o seu primeiro pensamento. O segundo era que ele tinha de lutar. Afirmar que ele tinha o direito de fazer o que quisesse. Mas o olhar de ódio no rosto do seu pai fê-lo mudar de ideias. Ainda era apenas um miúdo pobre e assustado.

– Isso foi bom?

– Não, pai. Porquê? só para ver, pai. Como vai o meu irmão, pai? Você também quer ser um maricas?

As palavras foram facadas no seu coração. Jules descontados nos seus agitadores. Sangrou profusamente, o seu orgulho, a sua auto-confiança, a sua honra a pingar para o chão.

– Nenhum pai, disse ele com uma voz hesitante.

– Tem uma namorada?

Alphonse deveria ter falado de Jules. Mas os dois olhos semelhantes aos seus olhavam para o jovem com toda a homofobia de que ele era capaz. Sim, pai. Quem? Hadiyya, pai.

E apontou para a rapariga sentada à sua esquerda.

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