Por que é que uma subsidiária do Google liberta 20 milhões de mosquitos na natureza?

Como combater o mosquito tigre, a espécie vectorial entre outras alegrias de Zika, dengue e chikungunya, em grande escala e sem pesticidas? A filial do Google Verify Life Science pensa ter encontrado a solução e anunciou a 14 de Julho de 2017 que começou a libertar 20 milhões de mosquitos machos anteriormente esterilizados (Aedes aegypti) no condado de Fresno (Califórnia).

Baptizado “Debug Fresno” o projecto baseia-se numa premissa simples: libertar uma grande quantidade de mosquitos que supostamente fertilizam as fêmeas na natureza. Como os ovos postos não são viáveis, a experiência deve conduzir consecutivamente a uma redução do número de indivíduos e assim ajudar a lutar contra as doenças transportadas. As libertações estão previstas para durar todos os dias antes do amanhecer durante 5 meses, a uma taxa de vários milhares de mosquitos por semana.

Uma experiência que é segura para os humanos

Para esterilizar os mosquitos machos, o projecto Debug Fresno utilizou a bactéria Wolbachia, que está presente em cerca de 60% dos insectos na natureza. A técnica já foi implementada no Brasil e na Colômbia no início de 2017. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a utilização deste método “não envolve qualquer modificação genética dos mosquitos” e as bactérias Wolbachia “não infectam os seres humanos ou outros mamíferos”. Por enquanto, não há necessidade de se preocupar se for à Califórnia durante o Verão. Quanto às picadas, são apenas das fêmeas e não dos machos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *