“Sim, fizemos”: 4 gráficos provam que o recorde económico de Barack Obama não é que bom

“Se eu vos tivesse dito há oito anos que sairíamos de uma grande recessão, reanimaríamos a indústria automóvel, geraríamos uma grande criação de emprego, … e daríamos cobertura de saúde a mais 20 milhões de pessoas, teríeis dito que a fasquia era demasiado alta. Mas fizemo-lo. Conseguiste”, disse ele.

E no entanto… “Oito anos após a crise financeira, o desemprego está a 5%, os défices a diminuir, o PIB a aumentar. Porque é que tantos eleitores sentem que foram deixados para trás”? Numa análise presciente do registo económico dos dois mandatos de Obama, o New York Times remonta ao mês de Abril. Então o que há de errado com o registo de Obama quando todos os indicadores parecem estar no verde?

Pois é evidente que os americanos não têm estado a levar a sua avante. Não foi por acaso que Donald Trump ganhou no dia 8 de Novembro graças aos estados tradicionalmente democráticos da região dos Grandes Lagos. O candidato republicano encontrou as palavras para apelar aos que ficaram para trás na indústria automóvel.

Não há, no entanto, nada de intuitivo nisso. Entre a tomada de posse de Obama em Janeiro de 2009 e o final de 2016, o desemprego caiu de 8,3% para 4,9%, depois de ter atingido um pico de quase 10% em 2010. Desde a recessão de 2009, o crescimento do PIB tem oscilado entre 1,6 e 2,6%. Isso é muito menos do que nos anos 90 e 80, mas um François Hollande sonharia em poder dizer o mesmo.

Para o presidente que herdou os Estados Unidos logo após o colapso da Lehmann Brothers, há um sentido de dever cumprido. Especialmente considerando que “as coisas poderiam ter sido muito, muito piores”, como ele disse ao NYT.

Mas por detrás deste panorama reconfortante, aqui estão quatro gráficos que ajudam a explicar porque é que os eleitores de esquerda abandonaram Hillary Clinton e o Partido Democrata.

GDP: Melhor que a França, a par com o Reino Unido e a Alemanha

Está-se a sair melhor que a França de François Hollande, ainda atolada em recordes de impopularidade, um verdadeiro feito? Desde a sua chegada à Casa Branca, a América de Barack Obama sempre registou um crescimento superior ao da França, por vezes por mera fracção (0,1 ponto a mais em 2011).

Por outro lado, o recorde é menos glorioso se trouxer o Reino Unido e a Alemanha para a mistura. Fora da recessão, os EUA só se saíram melhor em 2012 e 2016. No final, é um empate com estas duas potências europeias: a Alemanha saiu-se muito bem em 2010-2011, o Reino Unido em 2013-2014.

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