Voz do Senhor e o “Estado Profundo”

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Rembrandt. – “Cristo na Tempestade sobre o Mar da Galileia”, 1633.

Ouvir o espectáculo

17:29

o “diplo “+- – – –
Episode 7. Por volta da edição de Setembro de 2020.
Por Thibault Henneton & Yoko. Com Jean-Michel Dumay. Curativo: Martin Delafosse.

O curso do mêsA Reactionary International

Folhar as 28 páginas da edição de Setembro é interessar-se por mercenários na Líbia, anorexia nervosa ou vida florestal. Mas sobretudo trata-se de comprar um lugar no céu.

O reaccionário internacional

10:22

por Akram Belkaïd e Lamia Oualalou – Lido por Arnaud Romain+- – –
De São Paulo a Seul, de Abuja a Houston, uma doutrina e rituais comuns reúnem multidões de protestantes evangélicos em centenas de igrejas. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, esta corrente floresceu em terreno fértil, ao qual há muito que oferece um braço armado: o anticomunismo. Hoje constitui uma das forças políticas mais poderosas e estruturadas do planeta.

“É o único brasileiro que tem esse tipo de poder”

Neste dossier, lemos, entre outras coisas, Anne Vigna sobre a Record TV, O segundo maior canal de televisão do Brasil (em termos de audiência) e propriedade de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, presente em 95 países, mas também um banco… e um partido político.

Meanwhile, in South Korea… there are 10 million, or almost one in five Koreans. Em 1945, quando foi libertado da ocupação japonesa, existiam apenas 100.000.

Evangélicos sul-coreanos na arena política

excerto 0:59

excerto de Kang In-cheol – Lido por Arnaud Romain+- – –
Na Primavera de 2020, enquanto a pandemia de Covid-19 ameaçava alastrar na Coreia do Sul, os evangélicos conservadores continuaram os seus comícios diários para apelar à demissão do governo e recusaram-se a terminar as cerimónias religiosas mudando para rituais online. Ao contrário dos budistas ou católicos, eles viram a proibição como uma infracção à liberdade religiosa.

Os evangélicos coreanos têm fortes laços com os conservadores americanos: existem mais de 4.000 igrejas protestantes sul-coreanas nos EUA. Algumas das decisões do presidente dos EUA são melhor compreendidas. Donald Trump vê os evangélicos como cruciais para a sua reeleição em Novembro.

Então entramos na campanha presidencial acelerada dos EUA. No editorial deste mês, Serge Halimi recorda uma observação imprudente do candidato Obama em 2008, exultante na noite em que ganhou as eleições primárias.

Restauração em Washington?

3:36

Editorial, de Serge Halimi – Lido por Pauline Belle+- – – –
Editorial. A maioria das capitais europeias espera também o regresso de uma presidência “normal” em Washington. Decididamente incapazes de se libertarem da liderança americana, inclusive quando esta é exercida por um líder inculto e vociferante, imaginam que uma administração democrática os tratará com mais consideração. Devemos acolher tal restauração apenas porque a alternativa está decorada com as cores do apocalipse?

Música. “Zahrat Al-Madain” (“A Flor das Cidades”), do cantor libanês Fayrouz sobre Jerusalém, onde Donald Trump mudou a embaixada dos EUA para Israel, em parte para satisfazer o seu círculo eleitoral evangélico.

Memória de um Setembro NegroCom Alain Gresh

Na memória colectiva, Setembro Negro é, antes de mais, o nome de uma organização, e de uma tomada de reféns durante os Jogos Olímpicos de Munique de 1972, que causaram a morte de onze israelitas. Mas antes de mais nada, lembra Alain Gresh

Memória de um Setembro Negro

excerto 0:59

excerto de Alain Gresh – Lido por Arnaud Romain+- – – –
Na sequência da sua derrota por Israel em 1967, o mundo árabe sofre uma grande convulsão política. As várias facções palestinianas aproveitam estas mudanças para aumentar a sua luta armada contra o Estado hebreu. A Jordânia tornou-se a sua base traseira e os combatentes chegaram mesmo a prever a queda da monarquia hachemita. Reforçado pelo apoio ocidental, o rei Hussein subjugará a ameaça em sangue.

“Antes do islamismo se ter tornado a força do protesto no mundo árabe, era a extrema esquerda que era muito influente”

Memória de uma época em que o poder estava no fim da arma, mas também na urna de voto. No Chile, enquanto a Jordânia massacrava o fedayeen palestiniano, Salvador Allende, levado por uma ampla coligação de esquerda, foi eleito presidente. Pierre Kalfon era na altura um correspondente do jornal Le Monde no local.

Noite eufórica, manhãs desesperadas

excerto 0:59

excerto de Pierre Kalfon – Lido por Jean-Michel Dumay+- – –
Jornalista, escritor, diplomata, Pierre Kalfon foi correspondente de “Le Monde” no Chile de 1969 a 1973, até à sua expulsão pela junta. Os dois textos abaixo são excertos de “Pablo Neruda’s Green Ink”, publicado por Terre de Brume em 2003.

Três anos mais tarde, quase até hoje, o exército chileno bombardeou o palácio presidencial e derrubou o governo da Unidade Popular. Estamos a 11 de Setembro de 1973, Allende fala pela última vez (1).

Tributo ao Poder Diplomático Com Marc Endeweld

Tributo não ao Quarto Estado, mas ao poder diplomático, objecto de uma longa investigação por Marc Endeweld. O seu ponto de partida? A denúncia de Emmanuel Macron de um “estado profundo” dentro do Quai d’Orsay. Uma declaração muito mal tomada por alguns.

Emmanuel Macron e o “Deep State”

31:18

por Marc Endeweld – Lido por Arnaud Romain+- – – –
respeitando alianças sem se alinhar com os Estados Unidos: O singular caminho diplomático da França traçado pelo General de Gaulle foi prosseguido até à presidência de Chirac. Foi então abandonada pelo Sr. Sarkozy e pelo Sr. Hollande com a chegada dos diplomatas neoconservadores ao Quai d’Orsay. O Sr. Macron diz querer reviver o legado gaullista, especialmente em relação à Rússia, mas sem se dar realmente os meios para o fazer.

“Macron usa a expressão “estado profundo” no sentido da inércia burocrática… Ele tem acima de tudo uma ambição pessoal”

Convidado a reagir no fórum internacional de Valdai no Outono de 2019, Vladimir Putin ironicamente.

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